Sou eu o senhor do meu destino! Sou eu o capitão da minha alma!

sábado, 9 de abril de 2011

Fui. Não volto mais...

Não procure mais por mim, se até agora não encontrou nada é por que nunca vai encontrar, talvez nem deva, mas é provavel que não queira mesmo. Assim dessa forma eu agradeço que nao saiba de nada, por que não perdi tempo te mostrando coisas minhas, posso ter visto quem você é, e marcado fundo em mim. Mas não te mostrei quem eu sou e nem deixei marcas. Assim eu posso ir sem deixar nada, só levo comigo o que é precioso e que vai durar o tempo necessario até sicatrizar.
Não olho para trás, por que quero apenas as lembranças dos sorrisos e dos momentos felizes, e por não ter chorado antes, não quero ter motivos para chorar agora. No meio de tantas tralhas eu levo comigo a saudade, parceira que o tempo não me levou.

Eu tô indo embora...

O vento já não era vento, era uma brisa, que carregava delicadamente fragmentos da minha vida, era fraco por que há muito soprava e não tinha mais o que levar embora, insistiu tempo demais em alguns pedaços e perdeu a força e a vontade de me vencer, entendeu por fim que só conseguiria aquilo que não tinha mais valor para mim. Compreendi tambem que foi dificil deixar algumas coisas irem assim, pois sem ter mais tempo de escolha deixei que fossem umas para poder ter outras, e que escolher assim, depois de ter me apegado tempo demais, doeu mais do que perde-las realmente, não foi perder que me deixou triste, mas nao ter mais aquilo que sempre esteve ali.
Aquela brisa agora me acompanhava insessantemente, como se resposavel por manter tudo caminhando, não deixando que nada ficasse comigo por muito tempo, e eu tinha somente que agradescer, pois mesmo aprendendo a deixar ir é sempre dificil ver partir.