Sou eu o senhor do meu destino! Sou eu o capitão da minha alma!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Alone

Quando acordei não lembro aonde estava, nem como cheguei lá, mas isso realmente não me preocupou de forma alguma. Eu sentia o vento gelado balançar meus cabelos e era como se eu estivesse flutuando noite adentro.
Quando olhei a lua ela me convidou silenciosamente a brindar.
Um brinde a solidão, a minha e a dela. A minha, por que eu queria e a dela por que não tinha escolha.
Quando olhei o céu, as estrelas me chamaram. Queria subir até ser um ponto no infinito.
Não uma virgula, queria acabar la e ponto.
Quando olhei o céu, o vento me empurrou, quis me entregar a sua brisa e ir pairando até não ser mais nada.
Quando olhei o mar, quis misturar-me as águas, ser nada mais que as gotas e nada menos que o oceano.
Senti vontade de deixar meu corpo entregue a natureza, para que eu fosse parte de tudo e deixasse de ser um nada.

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