No momento que dei por mim já era tarde, tinha cruzado delicadamente a linha que me separava dos meus receios, tinha me deixado levar sem sequer tentar evitar. As coisas acontecem de forma estranha nem sei se foi realmente bom, ou se foi somente confuso.
Confuso sempre será e por mais que eu procure, não posso culpar ninguém, nem sei se quero escapar dessa culpa. Já sei que vai ser difícil, sei como funcionam certas coisas, não importa o quanto se aprenda, a teoria é sempre melhor que a prática. Sempre se perde mais do que gostaria e menos do que deveria.
Fiquei sentada pensando em uma solução, mas isso estava ficando mais difícil do que eu esperava, talvez fosse melhor deixar o tempo corrigir o rumo dos acontecimentos, mas eu sei que nem mesmo o tempo apaga certas marcas e outras de tanto se repetirem ficam mais profundas. Acabei por escolher conviver momentâneamente com essas dores, mesmo que na minha ingenuidade elas tenham ficado tão profundas que qualquer brisa as abra novamente em sangria. Quem me disse que o tempo cura as feridas da alma, ou não tinha feridas ou não dizia a verdade, ele pode abrandar a dor, ou encobrir os tormentos, mas nada desaparece assim tão fácil e não importa o tempo que passe, não existe escapatória. Você pode esquecer elas e se tu fores superficial demais nem vai precisar disso por que nunca vai entender seus sentimentos, mas quando se conhece o seu próprio intimo, não existe mais pra onde fugir nem por que.
Nenhum comentário:
Postar um comentário