Sou eu o senhor do meu destino! Sou eu o capitão da minha alma!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Quanto Tempo tem

No momento que dei por mim já era tarde, tinha cruzado delicadamente a linha que me separava dos meus receios, tinha me deixado levar sem sequer tentar evitar. As coisas acontecem de forma estranha nem sei se foi realmente bom, ou se foi somente confuso.
Confuso sempre será e por mais que eu procure, não posso culpar ninguém, nem sei se quero escapar dessa culpa. Já sei que vai ser difícil, sei como funcionam certas coisas, não importa o quanto se aprenda, a teoria é sempre melhor que a prática. Sempre se perde mais do que gostaria e menos do que deveria.
Fiquei sentada pensando em uma solução, mas isso estava ficando mais difícil do que eu esperava, talvez fosse melhor deixar o tempo corrigir o rumo dos acontecimentos, mas eu sei que nem mesmo o tempo apaga certas marcas e outras de tanto se repetirem ficam mais profundas. Acabei por escolher conviver momentâneamente com essas dores, mesmo que na minha ingenuidade elas tenham ficado tão profundas que qualquer brisa as abra novamente em sangria. Quem me disse que o tempo cura as feridas da alma, ou não tinha feridas ou não dizia a verdade, ele pode abrandar a dor, ou encobrir os tormentos, mas nada desaparece assim tão fácil e não importa o tempo que passe, não existe escapatória. Você pode esquecer elas e se tu fores superficial demais nem vai precisar disso por que nunca vai entender seus sentimentos, mas quando se conhece o seu próprio intimo, não existe mais pra onde fugir nem por que.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Mas e daí?

Acordei meio estranha, com vontade de bater em alguém ou alguma coisa, se tivesse um espelho no meu caminho teria me dado um murro. O que? Nunca teve vontade de se bater?
Duvido que não. Depois de respirar muitos 10 segundos, não me passou essa súbita vontade, resolvi deixa-la amadurecer, por que normalmente quando invoco com alguma ideia depois de um tempo a vontade passa, mas só as vezes.
Queria comprar um cavalo, sabe dar umas voltas, cabelos ao vento, aquelas coisas de fazenda.
Então pensei em achar um lugar que vendesse cavalos, mas descobri que essas coisas não são fáceis de se encontrar, será que existe uma máfia que controla isso? Talvez no mercado negro. Só pode.Por que ninguém quis me informar. Até pensei que pudessem achar que eu estava brincando. Mas o que tem de mais alguém querer comprar um cavalo. Coloco la no quintal de casa e pronto. Um pônei talvez, que menor, mais fácil de carregar pra lá e pra cá.
O que? Não posso nem ter um cavalo agora, que todo mundo acha estranho. Garanto que você ai na sua casa tem um peixe, e o bichinho fica preso dentro de um aquário minúsculo e nem pode se nadar direito, é todo dia a mesma coisa e ainda por cima, vem um bando de gente olhar e ficar brincando com ele, dando comida, até ele explodir e você faz o que? Vai la e compra outro, como se fosse um brinquedo. Mas me da uma vontade de dar uns cascudo nesse tipo de gente.
Deixa só eu comprar meu cavalo.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

E tudo conspira contra.

Acho que me perdi, nem sei ao certo em que momento e nem ao menos vejo claramente o que acontece ao meu redor. Não entendo mais por que as coisas acontecem e acho que já não me importo em perder. Não quero em hipótese alguma tentar compreender o que acontece agora, sei que seria bem menos humilhante, e quem disse que faz alguma diferença.
Eu olho e me sinto um expectador de minha própria vida, como se novamente eu seguisse pelo caminho errado, talvez acertar não seja o importante e sim aprender e mesmo acreditando nisso eu gostaria de não aprender tanto.
Sigo em frente e a cada partida deixo um pedaço pra trás, fico cada vez mais vazia, estou perdendo as coisas que deveria ganhar com o tempo, aquelas que todo mundo procura. Como se tudo tivesse uma época para descobrir e depois não se pudesse encontrar.
Me sinto sem coragem, sem vontade, sem nada, me vem um medo de repente.
Parece que tudo conspira contra e mesmo assim, não me impeço de tentar, quem sabe eu mesma esteja me sabotando, tentando me fazer seguir caminhos que não causem dor, mas que não causem nada.