Hoje eu acordei me sentindo muito mais só do quando fui dormir, quem dera ainda não ter acordado, poderia ter tempo de mudar meus sentimentos. Poderia me sentir faminta ao acordar, seria uma distração. Assim dessa forma passa-se o dia todo com um vazio dentro de si, e mesmo que queira não é a fome.
Querendo não pensar, mas mesmo assim pensando, vê-se umas portas e todas entre abertas, querendo que se siga por ali, para um caminho diferente.Quem quer estar sempre só afinal? Cada porta tem uma possibilidade, tem uma esperança, sem muito esforço, é só abrir a porta e deixar-se passar, ou deixar que passem.
Ah mas quem me convence que vale a pena?
Quem me diz que a perda não vai ser maior, eu vou deixar passar, assim tão facilmente, algo que eu nem sei se realmente merece passar, eu posso trancar todas elas sem nenhuma curiosidade a respeito do que teria do outro lado, mas seria interessante deixar uma fresta. A curiosidade não vem só de mim.
Ao ponderar as possibilidades, vê-se que é mais profundo deste lado das portas do que se tentasse atravessa-las, lá as coisas são mais vazias, mais superficiais, é difícil encontrar algum tesouro digno de nota, que valha a aventura de pesquisar além das portas e portões. Mas andei me perdendo nas minhas próprias catacumbas, sim as minhas não são mais salas, nem cofres, são mais profundas, cheias de corredores, caminhos secretos, pergaminhos.Dignas de um grande aventureiro, dignas de mim. Ando por esses caminhos facilmente, mas as vezes encontro coisas que não tinha visto antes e é preciso investigar, conhecer, antes que se perca em si mesmo.
Sou eu o senhor do meu destino! Sou eu o capitão da minha alma!
domingo, 25 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Cisma..
Quem disse que a gente se apaixona sempre, as vezes duvido disso. Acho que não é paixão, acho que é cisma.
Não estou dizendo que você lendo isso aqui vai achar que deve se desapaixonar, estou contando que eu ando meio em dúvida a respeito, se estais apaixonado, parabéns, mas eu sei que eu não estou.
Estava eu ali no meu canto pensando se dormia ou se ouvia o professor, que aliás não lembro quem era, mas isso não vem ao caso, e nessa discussão interior muito profunda, me chega um individuo e faz um comentário. Comentário cá pra nós muito interessante, mas que me deixa com uma baita pulga atrás da orelha.
Pra que.
Já fiquei imensamente curiosa, e decidi tirar a historia a limpo. Não que tivesse necessidade, mas minha curiosidade é muito maior que minha razão, que deveria estar de ferias nesses dias por que não da sinal de vida. Então após o ocorrido, não consegui descobrir nada muito revelador e consequentemente a pulga já estava criando uma colônia ali atrás da minha orelha.
Decidi ser mais direta, fui la e perguntei, não que tenha adiantado, e pra minha surpresa a resposta me deixou mais interessada.
Agora definitivamente tenho que tomar um rumo, ou desisto e deixo pra lá, ou vou tentar até matar essas pulgas.
Mas cá pra nós estou muito cismada com esse assunto.
Não estou dizendo que você lendo isso aqui vai achar que deve se desapaixonar, estou contando que eu ando meio em dúvida a respeito, se estais apaixonado, parabéns, mas eu sei que eu não estou.
Estava eu ali no meu canto pensando se dormia ou se ouvia o professor, que aliás não lembro quem era, mas isso não vem ao caso, e nessa discussão interior muito profunda, me chega um individuo e faz um comentário. Comentário cá pra nós muito interessante, mas que me deixa com uma baita pulga atrás da orelha.
Pra que.
Já fiquei imensamente curiosa, e decidi tirar a historia a limpo. Não que tivesse necessidade, mas minha curiosidade é muito maior que minha razão, que deveria estar de ferias nesses dias por que não da sinal de vida. Então após o ocorrido, não consegui descobrir nada muito revelador e consequentemente a pulga já estava criando uma colônia ali atrás da minha orelha.
Decidi ser mais direta, fui la e perguntei, não que tenha adiantado, e pra minha surpresa a resposta me deixou mais interessada.
Agora definitivamente tenho que tomar um rumo, ou desisto e deixo pra lá, ou vou tentar até matar essas pulgas.
Mas cá pra nós estou muito cismada com esse assunto.
sábado, 10 de abril de 2010
Perdida
Quando eu cheguei na porta do hotel, olhei para fora e não reconheci nem mesmo os paralelepipedos da calçada. Estava tudo diferente, as pessoas eram estranhas, frias, pareciam alheias ao mundo, como se fossem robôs. Fiquei parada com medo de me mover, de entrar no meio da multidão e me perder, de ser levada para outros caminhos que não fossem os meus.
Recuei alguns passos, como que querendo criar coragem, olhei para os lados e parecia que as paredes se moviam, me sufocando querendo me expurgar, me jogar para a rua. Juntei as forças e fui em frente, não tinha mais como escapar, entrei no meio da multidão.Foi como se eu perdesse o controle da minha vida, fui levada sem nem ao menos escolher um caminho. As vezes a vida fica assim e não é mais você que toma as decisões nem segura as rédeas.
Resolvi me deixar levar,e mesmo perdida ali naquela multidão eu ainda poderia escolher.
Recuei alguns passos, como que querendo criar coragem, olhei para os lados e parecia que as paredes se moviam, me sufocando querendo me expurgar, me jogar para a rua. Juntei as forças e fui em frente, não tinha mais como escapar, entrei no meio da multidão.Foi como se eu perdesse o controle da minha vida, fui levada sem nem ao menos escolher um caminho. As vezes a vida fica assim e não é mais você que toma as decisões nem segura as rédeas.
Resolvi me deixar levar,e mesmo perdida ali naquela multidão eu ainda poderia escolher.
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